"Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita."
"Frígidas e nobres senhoras do júri! Eu julgara que se passariam meses, talvez anos, antes que ousasse revelar-me a Dolores Haze, mas ali pelas seis horas, já estava inteiramente acordada e, às seis e quinze já éramos tecnicamente amantes. Vou contar-lhes algo muito estranho: foi ela quem me seduziu."
[Páginas 11 e 142, respectivamente - Nabokov, Lolita - 1955.]
quinta-feira, 2 de julho de 2009
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